Quarteto CEJ - Companhia Estadual de Jazz

Companhia Estadual de Jazz - CEJ

De John Coltrane a João Donato, tudo passado no Samba-Jazzificator System!

A CEJ - Companhia Estadual de Jazz - é um quarteto formado por, Sergio Fayne no piano, Fernando Clark na guitarra, Chico Pessanha na bateria e Reinaldo no contrabaixo.

A Companhia Estadual de Jazz vem se apresentando há muitos anos na noite do Rio de Janeiro, e manteve 3 anos (!!!) de apresentações semanais no Satchmo Bar. Além disso, já participou de alguns eventos muito especiais, como o Festival Internacional de Jazz de Montréal, no Canadá, e o Festival Blues & Jazz , em Búzios. O grupo tocou também na Bienal do Livro (entrega do Prêmio Jabuti), no Sesc Rio Fashion Business (no Museu de Belas Artes) e no Circuito Rio Show de Gastronomia , no Museu de Arte Moderna, onde apresentou seu show Cardápio, com um repertório de "música gastronômica".

Em 2000 o grupo lançou seu primeiro CD. O disco tem o mesmo clima das suas jam sessions , onde eles fazem um som instrumental improvisado e com balanço, baseado em standards e em temas brasileiros. É um jazz quente e tropical. Um estilo que pode ser chamado de hard bop samba jazz. Um som inspirado em Tom Jobim e Dizzy Gillespie, Horace Silver e João Donato, Miles Davis e Moacir Santos.

E nas suas animadas jam sessions já pintaram, para dar uma canja, figuras como Claudio Roditi, Paulinho Trompete, Carlos Malta, Jean-Pierre Zanella, Dario Galante, Gabriel Grossi, Guilherme Dias Gomes, Don Chacal e Ed Motta. (A CEJ já teve entre seus integrantes Guilherme Vianna no sax e André Barion na guitarra).

O mais recente CD do grupo tem o título Via Bahia, com o repertório todo baseado em temas que têm a ver com a Bahia, tudo, como sempre, naquele clima quente de samba-jazz tropical... O repertório desse CD também foi apresentado no Festival Internacional de Jazz de Montréal, no Canadá, em 2009 (com participação de Guilherme Vianna e Jean-Pierre Zanella).

Sergio Fayne

Sergio Fayne

Nos anos 60 e 70 era flautista. Fez parte do quarteto de flautas que acompanhava Tom Jobim. (Um dia estava ensaiando na casa do maestro e atendeu o telefone. Do outro lado alguém disse que o Frank Sinatra queria falar com o Tom, e o Sergio desligou achando que era trote. Levou o maior esporro.) Acompanhou também Nana Caymmi, Leny Andrade e Roberto Carlos. Fez jingles, publicidade, produção musical e, depois, não se sabe bem porque, acabou virando restaurateur e abriu o Árabe da Gávea. O tempo passou e, nos anos 90, de repente resolveu ser pianista. E não é que deu certo? Confiram seus solos no CD da Companhia Estadual de Jazz.

Chico Pessanha

Chico Pessanha

Nos anos 60 era sócio de carteirinha do Clube de Jazz e Bossa, que funcionava nas tardes de domingo na boate Little Club. Lá via e ouvia de perto o seu ídolo, o lendário baterista Edison Machado, junto com Victor Assis Brasil, Meireles e outras feras. De lá pra cá Chico Pessanha, a par de seu trabalho como administrador em Furnas, vem castigando o couro da sua batera em várias situações , desde jam sessions com diversos músicos cariocas até apresentações com seus filhos Chico Mazza e Leonardo Pessanha, relembrando Hendrix, Clapton e Santana na banda Night Of Rock & Blues.

Fernando Clark

Fernando Clark

Guitarrista, compositor, produtor e coordenador da Escola de música In Concert no Rio de Janeiro, iniciou sua vida profissional há mais de 20 anos e desde então vem trabalhando para desenvolver a música em todas suas possibilidades. Como instrumentista, acompanhou o cantor Danilo Caymmi por dois anos fazendo shows por todo Brasil. Participou da "Víttor Santos Orquestra" como guitarrista por 8 anos em diversas temporadas , tendo participado também de gravações, mini séries de televisão e no Festival "Free Jazz" de 1999 no MAM. Ainda como guitarrista e violonista, participou da gravação de todo o ultimo CD do maestro Víttor Santos, "Renovando as considerações" lançado pela "Biscoito Fino" no Brasil e pela "Adventure music" nos EUA. Neste CD também participa como compositor em uma faixa, "Lembrei de tudo". O trabalho foi totalmente produzido no Estudio do Horto, do qual é sócio. Gravou também os dois CDs anteriores do maestro Víttor Santos, lançados pela Leblon Records. O primeiro chamado "Trombone" e o segundo "Sem compromisso". Nesse também assina uma faixa : "Depois de tudo". Atuou como co-produtor e músico nos dois CDs lançados pelo grupo "Conexão Rio" pelo selo MP,B. Um sobre a obra do João Bosco, chamado "Coisa Feita" (2005) que tem como intérprete o saxofonista Raul Mascarenhas e o outro , sobre a obra do Chico Buarque, chamado "Você só dança com ele" (2006), que tem o maestro Víttor Santos como intérprete. Como professor e coordenador, trabalha há 19 anos na In Concert, escola de música em Ipanema, tendo desenvolvido um trabalho de base e formação musical para uma nova geração de mmúsicos que hoje já atuam no mercado musical do Rio de Janeiro. Entre a escola e a ONG "Se liga na música", da qual é diretor, coordena uma equipe de 18 professores e 120 alunos. Foi produtor do CD "Via Bahia",da CEJ, onde assina uma composição: "Pra Todos os Santos".

Reinaldo

Reinaldo

Nos anos 60, depois de ver ao vivo a Leny Andrade com o Bossa Três, saiu comprando tudo que era disco de trio piano/baixo/bateria. Ouviu o Sambalanço Trio, o Milton Banana Trio, o Tamba, o Jongo, o Zimbo e até o Sunda Trio. Mestre do ilusionismo, nos anos 70 fazia as pessoas acreditarem que tocava baixo, guitarra e cavaquinho. Depois trabalhou em publicidade, compondo jingles. Mais tarde, enquanto era cartunista no Pasquim, também tocava pandeiro no obscuro conjunto de choro Época de Merda, que se apresentava em bares de Botafogo, atraindo o público e às vezes a polícia. Nos anos 80 e 90, participou como baixista de todos os shows musicais do grupo Casseta & Planeta. Reinaldo só usa cordas de contrabaixo da marca Tabajara.